Aena vence leilão do Aeroporto do Galeão com lance de R$ 2,9 bilhões e assume concessão até 2039 | G1

Aena vence leilão do Aeroporto do Galeão com lance de R$ 2,9 bilhões e assume concessão até 2039 | G1

O certame, realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, teve início às 15h, na sede da bolsa de valores de São Paulo, a B3. Além da Aena, disputaram a concessão o Zurich Airport e o consórcio RIOgaleão.

O valor mínimo de outorga — pago ao governo pelo direito de explorar o Galeão — foi fixado em R$ 932,8 milhões. O lance final, de R$ 2,9 bilhões, representou um ágio de 210,88%, após uma disputa acirrada.

Com o Galeão, a Aena passa a administrar 18 aeroportos no Brasil, sendo a maior concessionária aeroportuária do país em número de terminais. Entre eles estão o aeroporto de Congonhas, na capital paulista, e os de Recife (PE) e Maceió (AL).

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O que acontece agora?

A Aena irá assumir a operação do Galeão. Atualmente, a concessionária RIOgaleão — formada pela Vinci Compass e pela Changi Airports — detém 51% das ações, enquanto a Infraero controla os outros 49%.

Com a venda assistida, RIOgaleão e Infraero deixarão o negócio, permitindo que a nova operadora assuma integralmente a concessão.

  • 🔎 Diferentemente da concessão tradicional, que parte de um projeto novo, a venda assistida envolve a relicitação de um contrato já existente, renegociado para viabilizar a troca de operador — caso do Galeão.

O contrato prevê que a Aena poderá explorar, manter e ampliar a infraestrutura do aeroporto, além de assumir os direitos e obrigações previstos no novo acordo.

A venda assistida do Galeão foi definida em acordo entre o governo, a RIOgaleão e o Tribunal de Contas da União (TCU). O contrato passou por mudanças em relação ao formato original de 2013, em uma tentativa de tornar o negócio mais atrativo para novos operadores.

As principais mudanças com a nova concessão são:

  • a substituição de uma contribuição fixa por um pagamento variável de 20% sobre o faturamento até 2039, repassado à União como taxa de concessão;
  • o fim da obrigação de construir uma terceira pista;
  • a saída da Infraero da sociedade; e
  • a criação de um mecanismo de compensação relacionado ao Aeroporto Santos Dumont (SDU), um dos principais concorrentes do Galeão. Ou seja, se o governo alterar as restrições de operação do SDU, o novo controlador do Galeão poderá solicitar compensação.

Segundo a RIOgaleão, embora o número de passageiros ainda esteja bem abaixo da capacidade do aeroporto, de 37 milhões por ano, o volume de viajantes tem aumentado ano a ano.

Em 2025, por exemplo, 17,9 milhões de pessoas passaram pelo Galeão, um aumento de 23,4% em relação ao ano anterior, quando foram 14,5 milhões. O número representa uma média de 49 mil passageiros por dia.

Além disso, o aeroporto registra cerca de 340 voos domésticos e 110 voos internacionais por dia, entre pousos e decolagens.

Números do Aeroporto do Galeão — Foto: Arte/g1

Veja onde fica o Aeroporto Galeão

Leilão do Aeroporto do Galeão — Foto: Arte/g1

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