Casa Economia Ações da Petrobras despencam mais de 9% após demissão de Prates; dólar sobe

Ações da Petrobras despencam mais de 9% após demissão de Prates; dólar sobe

por Editor
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Já dólar opera em alta, com investidores ainda monitorando a situação dos juros norte-americanos e continuam repercutindo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar

Na terça-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,39%, cotada a R$ 5,1303.

Com o resultado, acumulou:

  • recuo de 0,52% na semana;
  • perdas de 1,20% no mês;
  • ganho de 5,72% no ano.

Ibovespa

No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,97%, aos 127.273 pontos.

As ações ordinárias da Petrobras, que são as que dão direito a voto nas decisões da companhia, despencavam 9,32%. Já as ações preferenciais, que são preferência no recebimento de dividendos, caíam 7,98%.

Na terça-feira, o índice teve uma alta de 0,28%, aos 128.516 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • ganhos de 0,72% na semana;
  • avanço de 2,06% no mês;
  • perdas de 4,23% no ano.

Entenda o que faz o dólar subir ou descer

Entenda o que faz o dólar subir ou descer

Petrobras

O grande destaque deste pregão fica com a Petrobras, após a companhia informar que Jean Paul Prates foi demitido da presidência na noite desta terça-feira.

Segundo fontes, o presidente Lula decidiu pela demissão de Prates já há algum tempo após uma sequência de desentendimentos com o governo, principalmente por conta da pol.mica da distribuição de dividendos extras pela petroleira. O agora ex-presidente da Petrobras não se entendia com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, havia muito tempo.

De acordo com o blog da Andréia Sadi, Prates citou “intrigas palacianas’ após ser demitido. O argumento usado é o de que Jean Paul não estaria entregando resultados da Petrobras na velocidade em que o governo esperava. Ao blog, Jean disse que respeita a decisão, mas afirmou que não pode deixar de dizer que presidente foi levado a adotar a medida por uma intriga palaciana.

Frederico Nobre, chefe de análises da Warren Investimentos, comenta que o mercado foi pego de surpresa com a notícia, já que os conflitos de Prates com o governo pareciam ter ficado no passado.

Para o analista, a notícia é negativa, principalmente porque a possível substituta, Magda Chambriard, é uma executiva com um “viés ideológico mais próximo do desenvolvimentismo”.

“Eu avalio como bastante negativa primeiro porque traz uma falta de credibilidade, insegurança. Eu acho que é desnecessário porque o Jean Paul Prates estava fazendo um trabalho bem razoável, era um cara bem ponderado que vem do setor, que conhece o setor, que conhece a empresa. É um cara que fazia uma gestão bem tranquila e tinha um diálogo com o mercado e também com representantes do governo”, pontua.

O chefe de análise de ações da Órama, Phil Soares, tem um ponto de vista diferente. Para ele, a indicação de Magda não é negativa, tendo em vista que ela é uma profissional com uma “parte técnica muito boa” e de uma “carreira bem sucedida”, sendo a indicação “bastante adequada”.

“A gente acredita que a notícia (da demissão) é ruim, mas não muito ruim. Então o papel deve cair, mas sem tanto pessimismo”, afirma Soares.

O que mais está mexendo com os mercados?

Além disso, os juros locais e internacionais seguem na mira dos investidores nesta semana. Por aqui, o mercado continua repercutindo a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), divulgada ontem.

Na semana passada, o BC decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.), contrariando suas próprias estimativas — em março, o colegiado havia previsto um corte de 0,50 p.p. na reunião deste mês.

Segundo o documento, apesar do dissenso entre os membros, o colegiado concluiu que o cenário para a inflação nos próximos anos “se tornou mais desafiador, com o aumento das projeções de inflação de médio prazo, mesmo condicionadas em uma taxa de juros mais elevada”.

Após a divulgação do documento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que ambas as posições são “técnicas, respeitáveis”. “A ata deixou claro que os argumentos de lado a lado eram pertinentes e defensáveis”, completou.

Ele avaliou ainda que a tensão nos mercados se dissipou com a divulgação do documento. “Tinha mais rumor do que verdade, está tudo tranquilo lá.”

Já no exterior, o foco mais uma vez ficou com as falas do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell.

Em discurso na última terça-feira, o banqueiro central afirmou que espera que a inflação continue a cair ao longo deste ano, embora sua confiança na concretização desse cenário tenha diminuído após uma elevação maior do que o esperado dos preços no primeiro trimestre.

Ainda assim, Powell voltou a dizer que é improvável que o BC norte-americano precise voltar a aumentar os juros, reafirmando que a instituição será “paciente” e permitirá que a atual taxa básica tenha todo o seu impacto.

Com isso, investidores continuam monitorando os dados de inflação que saem na maior economia do mundo. Na terça-feira, por exemplo, indicador do Departamento de Trabalho norte-americano mostrou que os preços ao produtor dos EUA subiram mais do que o esperado em abril, em meio a fortes altas nos custos de serviços e mercadorias.

O índice teve uma alta de 0,5% no mês passado. Economistas consultados pela Reuters previam um aumento de 0,3% no período. Nos 12 meses até abril, o avanço foi de 2,2%. Agora, a expectativa é pela inflação ao consumidor, que deve sair nesta quarta-feira (15).

*Com informações da agência de notícias Reuters

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