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por Editor
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Plantadeiras autotransportáveis, cada vez maiores e capazes de se compactar, facilitando o deslocamento por estradas sem auxílio de caminhões especiais, devem ter aumento de vendas em 2024 mesmo com a previsão de queda de 15% nas vendas deste ano projetada para todo o setor pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Isso porque as dificuldades encontradas na atual safra, como com relação a condições climáticas extremas, acabaram aumentando a procura por esse tipo de equipamento.

“As linhas de plantação estão cada vez mais precisas e preocupadas com a produtividade em climas desfavoráveis. Quando o clima é ideal, a diferença na produção vai ser mínima, precisamos nos preparar para quando as condições climáticas não forem favoráveis, como aconteceu recentemente”, explica Luis Eduardo Pereira, coordenador de marketing da Jumil.

A empresa, que tem sede em Batatais (SP), aposta na flexibilidade para conquistar o mercado. Na Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, muitos dos expositores que têm plantadeiras no catálogo exibiram versões que se retraem para facilitar o deslocamento.

Simulador convida visitantes a testar plantadeira na Agrishow em Ribeirão Preto — Foto: Érico Andrade/g1

Plantadeiras: o desafio do transporte

Uma plantadeira é responsável por pelo menos três processos durante a plantação. Primeiro, um disco abre uma fenda na terra. Depois, um sistema pneumático é responsável por lançar a semente no solo aberto. Por fim, dois discos inclinados cobrem a semente com a terra. Há máquinas que também adubam a terra.

Essas máquinas são equipadas pelas chamadas linhas de plantio, cada uma delas com, em média, 50 centímetros. Algumas delas chegam a ter 50 linhas, chegando a 25 metros de largura quando a máquina está funcionando na lavoura.

É nesse contexto que as plantadeiras autotransportáveis, que custam a partir de R$ 1 milhão, ganham importância.

Plantadeira da Jumil, em exposição na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Wolfgang Pistori/g1

A nova colheitadeira da Jumil, por exemplo, tem até 37 linhas de plantio e tanque para quase 7 mil litros de sementes, bem como a capacidade de trabalhar em terrenos com até 30 graus de inclinação. Além de ter angulações de 12º a 16º, fechada fica com 3,8 metros de largura, facilitando manobras no campo e o deslocamento em estradas.

“Precisamos fazer o deslocamento em parcelas e, claro, que as máquinas autotransportáveis são bem mais fáceis. Se todas fosse assim, teríamos metade do trabalho para chegar”, diz Pereira.

Com a mesma tendência, a finlandesa Valtra oferece uma opção com 40 linhas de plantio que reduz de 20 para 3,6 metros em menos de um minuto.

“Antes era necessário a montagem e desmontagem desse equipamento quando ela precisava se deslocar. Imagine demorar 10 horas para fazer isso toda vez que precisasse da máquina”, conta Leonardo Casali, coordenador de marketing da Valtra.

Para convencer os clientes, além da velocidade de compactação e do tamanho das máquinas, as empresas oferecem condições de pagamento facilitadas.

“A gente percebeu que o consórcio é a forma mais atrativa para o produtor por praticamente não ter juros, então a gente já faz o consórcio contemplando o cliente. É uma aposta que fazemos, uma demonstração de que confiamos no nosso produto, porque se o produtor tiver lucro, ele vai continuar com a gente”, diz Pereira.

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